A expansão recente de redes de lojas pelo modelo de franquias é o objetivo que mobiliza hoje Fredy da Silva Gonçalves Bento, especialista em expansão de negócios e mobilidade elétrica. A franquia permite levar uma operação testada a novas cidades com apoio de empreendedores locais, desde que o conhecimento acumulado seja organizado em processos claros e replicáveis. No varejo de motos elétricas, scooters elétricas e bicicletas elétricas, o desafio ganha contornos próprios, já que o produto exige venda orientada, assistência técnica e logística de reposição. Expandir por franquia, portanto, é também um exercício de organização interna.
O que torna um negócio franqueável?
Um negócio franqueável depende de padronização. É preciso reunir manuais de operação, treinamento para equipes, identidade visual consistente, fornecimento regular de produtos, indicadores de desempenho e suporte permanente ao franqueado. A marca precisa ter operação comprovada, porque o franqueador transmite um saber-fazer que o novo empreendedor aplicará em outra cidade, com outro público e outras condições de mercado, sem perder o padrão que levou o modelo original ao sucesso. A seleção de franqueados com perfil alinhado à marca completa o conjunto de requisitos.
Fredy da Silva Gonçalves Bento percebe a importância de padronizar processos antes de ampliar a rede, já que a qualidade percebida pelo consumidor precisa ser a mesma em qualquer unidade. Em um segmento no qual o cliente compra um veículo e depende de garantia, peças e atendimento técnico, a consistência entre lojas pesa tanto quanto o produto exposto, e a franquia só se sustenta quando o pós-venda funciona com o mesmo nível em todos os pontos.
Que bagagem a Litoral Mobilidade leva à franquia?
A rede reúne experiência em varejo, assistência técnica, importação, distribuição e gestão de lojas, cinco frentes que normalmente ficam separadas em empresas diferentes. A Litoral Mobilidade opera com centro de distribuição próprio de mais de 2.000 m², mais de 40 colaboradores e comercialização de centenas de veículos elétricos por mês, uma estrutura que serve de laboratório para testar rotinas, treinar equipes e ajustar processos antes de levá-los a outras praças. Reunir essas frentes em uma única operação aproxima a rede da rotina real do consumidor, que passa pela compra, pela entrega e pela revisão do veículo.
Transformar o conhecimento adquirido no varejo, na assistência técnica, na importação, na distribuição e na gestão de lojas em uma rede de franquias com expansão nacional é o projeto atual de Fredy da Silva Gonçalves Bento. O desafio consiste em converter experiência prática em método ensinável, de modo que um novo franqueado consiga operar com segurança desde os primeiros meses e contar com apoio claro em estoque, atendimento e manutenção. Cada loja nova, nessa lógica, replica não apenas uma fachada, mas um conjunto de rotinas pensadas para dar previsibilidade ao negócio.
Franquias geram empregos e desenvolvimento regional?
Redes de franquia tendem a criar postos de trabalho diretos nas unidades e movimentar empregos indiretos em transporte, manutenção, marketing e serviços. Quando o modelo se espalha por diferentes cidades, a renda gerada fica na própria região, e o empreendedor local passa a ter acesso a uma marca estruturada e a um método de gestão já testado. A transformação de negócios regionais em empresas com projeção nacional costuma ser um dos caminhos mais consistentes de crescimento econômico fora dos grandes centros. Para cidades menores, a chegada de uma marca estruturada também amplia a oferta de serviços e de treinamento profissional na área.
Na Baixada Santista, Fredy da Silva Gonçalves Bento construiu uma operação que reúne mais de 40 colaboradores e agora olha para o território nacional, em uma trajetória que começou com a venda de roupas no quarto de casa por volta do ano 2000. A geração de empregos e o desenvolvimento econômico da região aparecem como desdobramentos naturais dessa expansão, que coloca a mobilidade elétrica feita no litoral paulista diante de novos mercados e novas oportunidades de parceria. O caminho reforça a ideia de que negócios nascidos longe dos grandes centros podem alcançar escala nacional com método e persistência.
