Hackathon promovido pelo Tribunal de Contas da União reúne participantes em Brasília nos dias 21 e 22 de agosto para desenvolver ferramentas digitais e soluções baseadas nos dados do Painel ClimaBrasil
Brasília recebe nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, o primeiro dia do ClimatonBrasil 2026: Dados que Mudam o Futuro, maratona de inovação promovida pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Realizado presencialmente no Instituto Serzedello Corrêa (ISC), o hackathon desafia participantes de diferentes áreas a transformar informações públicas sobre mudanças climáticas em ferramentas capazes de apoiar cidadãos, pesquisadores e gestores públicos. As atividades continuam neste sábado (22), quando serão concluídos os projetos, realizadas as apresentações para a banca avaliadora e divulgados os vencedores. (Portal TCU)
O diferencial da iniciativa está na combinação entre tecnologia, dados públicos, inovação e políticas climáticas. As equipes precisam utilizar obrigatoriamente informações do Painel ClimaBrasil, plataforma criada pelos tribunais de contas brasileiros para acompanhar a atuação de governos estaduais e das capitais em áreas como governança climática, políticas públicas para o clima e financiamento climático. A proposta é fazer com que grandes conjuntos de informações públicas deixem de funcionar apenas como registros e sejam transformados em instrumentos práticos de acompanhamento e tomada de decisão. (Portal TCU)
Entre as soluções que podem ser desenvolvidas estão dashboards, plataformas digitais, sistemas de acompanhamento de indicadores, ferramentas analíticas, mecanismos de controle social e recursos de visualização e interpretação de dados. Não é obrigatório que todos os participantes sejam programadores. O evento foi estruturado justamente para formar equipes multidisciplinares, reunindo conhecimentos de tecnologia, ciência de dados, design, comunicação, pesquisa, administração pública e questões climáticas. (TCU Sites)
O ClimatonBrasil coloca Brasília no centro de uma discussão cada vez mais presente no setor público: como utilizar tecnologia e dados para tornar políticas governamentais mais eficientes e transparentes. Em vez de desenvolver soluções tecnológicas sem aplicação definida, os participantes precisam trabalhar sobre problemas públicos concretos. O resultado esperado são protótipos que possam facilitar a interpretação de informações climáticas e ajudar a sociedade a acompanhar as medidas adotadas pelos governos brasileiros. (TCU Sites)
Tecnologia e dados públicos estão no centro do desafio
O principal ponto de partida das equipes é o Painel ClimaBrasil. A ferramenta reúne dados estruturados sobre a atuação dos estados e das capitais brasileiras em três grandes dimensões: governança climática, políticas públicas climáticas e financiamento climático. Segundo o TCU, a plataforma busca facilitar o acompanhamento das ações governamentais e ampliar o acesso da sociedade a informações relacionadas ao enfrentamento das mudanças do clima. (Portal TCU)
O desafio consiste em encontrar maneiras de transformar esse volume de informações em aplicações mais acessíveis e úteis. Uma equipe pode, por exemplo, desenvolver um painel capaz de comparar indicadores entre diferentes localidades. Outra possibilidade é criar uma ferramenta que facilite a visualização da evolução das políticas climáticas ou que ajude gestores a identificar áreas nas quais os resultados estão abaixo do esperado. O edital permite diferentes formatos, desde que a proposta apresente aplicação prática e utilize os dados do Painel ClimaBrasil. (TCU Sites)
As propostas precisam responder a pelo menos uma das questões centrais estabelecidas pela organização. A primeira busca descobrir como os dados do Painel ClimaBrasil podem ajudar a sociedade a acompanhar e cobrar dos governos ações climáticas mais efetivas. A segunda procura soluções capazes de utilizar essas informações para melhorar, acompanhar ou avaliar políticas públicas climáticas no país. Dessa maneira, a tecnologia é tratada como instrumento para resolver problemas específicos, e não apenas como finalidade do evento. (TCU Sites)
Essa abordagem também aproxima o hackathon das tendências atuais de governo digital e administração orientada por evidências. Quando informações públicas são organizadas e apresentadas de maneira compreensível, elas podem auxiliar tanto quem formula políticas quanto pesquisadores, organizações da sociedade civil e cidadãos interessados em fiscalizar resultados. Um dos objetivos expressos no edital é justamente fortalecer a cultura de tomada de decisão baseada em dados. (TCU Sites)
Hackathon acontece durante dois dias em Brasília
A programação presencial começa nesta sexta-feira (21) no Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília. O cronograma oficial estabelece para o primeiro dia a abertura do evento e o início do desenvolvimento das soluções. A Rede InovaGov, da Enap, informa programação entre 8h e 19h durante o período do evento. (TCU Sites)
Durante a primeira etapa de desenvolvimento, os grupos precisam definir claramente qual problema público pretendem enfrentar, identificar o público que poderá utilizar a solução e analisar os dados disponíveis no Painel ClimaBrasil. A partir disso, começa o desenvolvimento propriamente dito do projeto. Os participantes contam ainda com apoio de mentores com experiência em áreas como administração pública, clima, dados e políticas públicas. (TCU Sites)
No sábado (22), o trabalho entra na fase de aprimoramento e validação. As equipes deverão refinar os aspectos técnicos, realizar testes e estruturar o protótipo que será apresentado à banca. O regulamento exige uma demonstração prática, que pode assumir a forma de solução funcional, protótipo ou Produto Mínimo Viável (MVP). Propostas exclusivamente conceituais, sem demonstração prática, não atendem aos critérios previstos para a competição. (TCU Sites)
As apresentações finais também acontecem no sábado. Cada grupo deverá explicar o problema enfrentado, identificar quem poderá utilizar sua ferramenta, mostrar de que maneira os dados climáticos foram empregados e demonstrar os benefícios e o potencial de aplicação prática. Segundo o site oficial do evento, as apresentações terão até três minutos, seguidos de até dois minutos para perguntas da banca avaliadora. (TCU Sites)
Inteligência artificial pode ser utilizada pelas equipes
Além de ferramentas tradicionais de programação, análise e visualização de dados, o regulamento permite o uso de inteligência artificial durante o desenvolvimento dos projetos. A organização estabelece, porém, que a utilização deve ocorrer de maneira responsável e transparente e permanecer alinhada aos objetivos do ClimatonBrasil. As equipes vencedoras também deverão informar como essas ferramentas foram utilizadas. (TCU Sites)
A possibilidade amplia o conjunto de soluções que podem surgir durante o hackathon. Sistemas de IA podem ser empregados, por exemplo, para organizar informações, identificar padrões em grandes bases de dados, facilitar consultas ou auxiliar na criação de interfaces capazes de tornar indicadores complexos mais compreensíveis. A aplicação concreta dependerá das escolhas realizadas por cada grupo durante os dois dias de desenvolvimento.
O evento, entretanto, não é restrito a especialistas em inteligência artificial ou desenvolvimento de software. O TCU destaca que não é necessário saber programar para participar. As equipes são multidisciplinares e podem reunir profissionais e estudantes ligados a clima, pesquisa, políticas públicas, dados, design, comunicação, tecnologia e gestão. Essa diversidade busca combinar conhecimento técnico com compreensão dos problemas que as ferramentas precisam solucionar. (Portal TCU)
A própria infraestrutura disponibilizada pelo TCU reforça o caráter tecnológico da competição. A organização oferece espaço de trabalho, acesso à internet e apoio operacional, enquanto os participantes utilizam seus próprios notebooks e demais equipamentos necessários. O formato busca criar um ambiente intensivo de desenvolvimento, no qual uma ideia precisa evoluir rapidamente até chegar a um protótipo demonstrável. (TCU Sites)
Soluções precisam apresentar potencial de aplicação prática
Um dos critérios mais importantes do ClimatonBrasil é que os projetos não permaneçam apenas no campo das ideias. O edital determina que as propostas apresentem aplicabilidade prática, clareza de propósito e aderência aos objetivos do desafio. Isso significa que as equipes precisam demonstrar não somente que uma determinada tecnologia funciona, mas também que ela pode ser útil para enfrentar um problema relacionado às políticas climáticas. (TCU Sites)
O formato das ferramentas é relativamente aberto. Entre as possibilidades previstas estão sistemas de monitoramento de políticas públicas, plataformas digitais, dashboards, aplicações para interpretação de dados, mecanismos de controle social, ferramentas de apoio à tomada de decisão e sistemas para acompanhamento de indicadores climáticos. Essa flexibilidade permite que diferentes conhecimentos tecnológicos sejam utilizados dentro da competição. (TCU Sites)
O potencial de impacto também faz parte da avaliação. Uma ferramenta capaz de apresentar indicadores complexos de forma simples, por exemplo, pode facilitar o acesso de cidadãos a informações sobre políticas climáticas. Já uma aplicação analítica pode auxiliar gestores e pesquisadores a comparar resultados entre estados e capitais ou identificar tendências que seriam mais difíceis de observar diretamente nas bases de dados.
Essa combinação entre tecnologia e aplicação concreta explica o caráter de inovação pública do ClimatonBrasil. O objetivo não é apenas encontrar os projetos tecnicamente mais sofisticados, mas estimular soluções que consigam transformar informações públicas em instrumentos úteis. Entre os objetivos oficiais estão ampliar o uso qualificado de dados públicos, fortalecer o controle social, apoiar decisões baseadas em evidências e incentivar ferramentas com potencial de implementação institucional. (TCU Sites)
Brasília concentra maratona de inovação até sábado
O primeiro dia do ClimatonBrasil transforma o Instituto Serzedello Corrêa em um espaço de desenvolvimento colaborativo, reunindo participantes com diferentes formações para trabalhar sobre um mesmo conjunto de desafios. O evento acontece integralmente de forma presencial em Brasília e exige participação nas atividades dos dias 21 e 22 para que as equipes permaneçam na competição. (TCU Sites)
As inscrições ocorreram entre julho e agosto e já estão encerradas. Pessoas com 18 anos ou mais puderam se candidatar, sem necessidade de apresentar previamente uma equipe ou comprovar conhecimentos de programação. Conforme as regras divulgadas pelo TCU, os grupos são compostos por três a cinco integrantes, permitindo reunir diferentes especialidades dentro de cada projeto. (Portal TCU)
O encerramento está programado para sábado, depois das apresentações e da avaliação dos projetos. As soluções serão analisadas por especialistas segundo critérios relacionados ao desafio, utilização dos dados, viabilidade e potencial de impacto. A expectativa é que os protótipos demonstrem como inovação tecnológica e dados abertos podem contribuir para melhorar o acompanhamento das políticas climáticas brasileiras. (TCU Sites)
Com isso, o ClimatonBrasil 2026 coloca a capital federal como palco de uma experiência que combina tecnologia, clima e administração pública. Durante dois dias, dados produzidos para acompanhar governos estaduais e capitais deixam de ser apenas indicadores em uma plataforma e passam a servir como matéria-prima para novas ferramentas digitais. O resultado da competição será conhecido neste sábado (22), após a conclusão e apresentação dos projetos. (TCU Sites)
Fontes
TCU — ClimatonBrasil 2026 busca novas ideias para fortalecer políticas públicas climáticas
Site oficial do ClimatonBrasil 2026 — programação, regras e informações do hackathon
