Haeckel Cabral Moraes avalia que a queixa de pescoço envelhecido costuma ser subestimada até o momento em que fotos e perfil evidenciam perda de ângulo e sobra de pele. Neste artigo, serão discutidos sinais que indicam lifting cervical, a influência do músculo platisma e da gordura submentoniana, critérios para escolher técnicas e pontos de atenção no pós-operatório para manter naturalidade e função, sem promessas incompatíveis com a qualidade do tecido.
Quando a flacidez do pescoço sugere indicação de lifting cervical?
A flacidez cervical pode surgir por perda de elasticidade, alterações de peso e envelhecimento do suporte profundo. Em muitos casos, a pele passa a formar pregas verticais e a transição entre queixo e pescoço perde definição. Dessa forma, a indicação de lifting cervical não se baseia apenas na quantidade de pele, mas na combinação entre sobra cutânea, bandas do platisma e acúmulo de volume sob o queixo, que altera o perfil mesmo em repouso.
Conforme analisa o Dr. Haeckel Cabral Moraes, o exame precisa observar o paciente em repouso e em movimento, porque certas bandas aparecem ao falar ou ao contrair o pescoço. A partir disso, a decisão técnica se orienta por grau de flacidez e por expectativa de melhora. Entretanto, quando a pele ainda apresenta retração razoável e o problema é mais volumétrico, outras abordagens podem ter melhor custo-benefício e recuperação mais simples.
Qual é o impacto do platisma e da gordura submentoniana no contorno?
O platisma é um músculo superficial que, com o tempo, pode separar suas bordas e gerar bandas visíveis, criando aspecto de pescoço marcado. Nesse sentido, a gordura submentoniana pode aumentar e suavizar o ângulo cervicomentoniano, mesmo em pacientes com peso estável, o que reduz a leitura de firmeza e “encurta” visualmente o pescoço. Logo, a avaliação deve identificar o que predomina, pois tratar apenas a pele sem corrigir suporte tende a produzir melhora limitada.

Na interpretação de Haeckel Cabral Moraes, corrigir o platisma pode ser decisivo para recuperar a continuidade do contorno, sobretudo quando as bandas aparecem com clareza. Assim, técnicas que reposicionam e aproximam o músculo ajudam a criar uma base mais firme para a pele. Por outro lado, o manejo da gordura precisa ser equilibrado, já que a remoção excessiva pode acentuar irregularidades e comprometer a transição suave no perfil, principalmente em peles mais finas.
Como escolher entre lipoaspiração, lifting ou combinação de técnicas?
Em pacientes com acúmulo de gordura e pele relativamente firme, a lipoaspiração localizada pode melhorar o ângulo do pescoço com recuperação mais direta. Contudo, quando há excesso cutâneo relevante ou bandas do platisma, o lifting cervical costuma oferecer resultado mais estável, porque reposiciona estruturas profundas e ajusta o envelope de pele. Sendo assim, a escolha depende da relação entre volume, flacidez e qualidade do tecido, e não apenas do desejo de “afinar” a região.
Segundo Haeckel Cabral Moraes, combinar técnicas pode ser apropriado quando o objetivo é tratar causa e efeito no mesmo procedimento. A lipoaspiração pode refinar volume, enquanto o lifting reposiciona e reduz o excesso de pele. Em contrapartida, insistir em soluções mínimas diante de flacidez avançada pode gerar frustração, porque a melhora fica aquém do esperado. Assim, a previsibilidade nasce de uma estratégia que respeita limites anatômicos e prioridades do caso.
O que muda no pós-operatório para preservar naturalidade e segurança?
O pós-operatório de procedimentos cervicais exige atenção ao edema, sensibilidade e acomodação progressiva. Dessa forma, o resultado final tende a aparecer de maneira gradual, com melhora contínua do contorno ao longo das semanas. Ainda assim, hábitos como tabagismo e exposição solar sem proteção podem interferir na qualidade da pele e no aspecto da cicatriz, o que reforça a necessidade de orientação bem detalhada e adesão consistente.
Como reforça o Dr. Haeckel Cabral Moraes, preservar a naturalidade envolve evitar tensão excessiva na pele e priorizar a sustentação interna, reduzindo o risco de aparência artificial. Em conclusão, quando avaliação, técnica e cuidados pós-operatórios caminham juntos, o lifting cervical pode restaurar ângulo e suavidade do pescoço, mantendo expressão facial coerente e melhora proporcional ao quadro inicial.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
