A corrosão costuma avançar sem alarde, mas deixa rastros caros, perda de produtividade, falhas em componentes e riscos operacionais. Paulo Roberto Gomes Fernandes nota que estruturas metálicas podem parecer íntegras por fora e, ainda assim, estarem perdendo desempenho por dentro, o que afeta dutos, suportes, chapas e equipamentos em cadeia.
O cenário muda quando tecnologias de monitoramento e escolhas de materiais passam a ser incorporadas desde o projeto, com métricas, dados e critérios claros de desempenho. Isso transforma um fenômeno inevitável em algo gerenciável, com redução de perdas e maior previsibilidade financeira.
Por que a corrosão pesa tanto no orçamento das empresas?
O impacto econômico da corrosão vai além de peças enferrujadas. Paradas imprevistas, substituições antecipadas, inspeções corretivas e reparos urgentes consomem recursos e comprimem margens, especialmente em setores intensivos em infraestrutura. Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o problema se agrava quando a organização só reage depois que o dano se torna visível, porque a correção costuma ser mais cara do que a prevenção, e a interrupção do ativo geralmente custa mais do que o componente em si.
Há ainda um fator ambiental e geográfico. Em áreas litorâneas, a agressividade do ambiente acelera a degradação de superfícies e conexões, elevando a frequência de manutenção. Paulo Roberto Gomes Fernandes menciona que a corrosão, nessas condições, deixa de ser um detalhe e passa a ser variável de projeto, com influência direta na vida útil de estruturas metálicas e na segurança de operações.
Da cultura reativa à engenharia de integridade baseada em risco
Uma mudança relevante ocorre quando a empresa assume que a corrosão precisa entrar na agenda estratégica. Isso significa especificar materiais compatíveis com o ambiente, definir sistemas de proteção, estruturar inspeção periódica e adotar manutenção baseada em risco, priorizando ativos críticos e pontos mais vulneráveis.
Entretanto, para que a prevenção funcione, é necessário alinhar engenharia, operação e manutenção. Planejar revestimentos, prever drenagem, controlar pontos de acúmulo de umidade e registrar histórico de exposição ambiental contribui para reduzir incertezas. Paulo Roberto Gomes Fernandes sugere que, quando a corrosão é tratada como “custo oculto”, a empresa perde duas vezes, paga mais para manter o ativo e ainda assume riscos maiores de interrupções inesperadas.

Monitoramento em tempo real e a corrosão como dado de gestão
Nos últimos anos, soluções digitais vêm ganhando espaço por encurtar o tempo entre o fenômeno e a decisão. Sensores capazes de medir contaminantes atmosféricos e estimar taxas de corrosão permitem que engenheiros e gestores acompanhem a agressividade do ambiente continuamente, ajustando rotinas de inspeção e proteção conforme o comportamento real do local.
Um exemplo citado nesse contexto é o desenvolvimento de sensores voltados a atmosferas controladas, com transmissão de dados para software e interpretação por parâmetros técnicos predefinidos. Paulo Roberto Gomes Fernandes indica que o ganho está na velocidade da resposta, pois métodos tradicionais dependem de coleta manual e análises demoradas, enquanto o monitoramento contínuo permite priorizar intervenções e evitar paradas inesperadas.
Materiais alternativos e o caso dos roletes poliméricos em ambientes marítimos
Tecnologia não é apenas sensor, também é escolha de material. Em instalações próximas ao mar, componentes de suportação sofrem desgaste acelerado, e roletes metálicos podem demandar substituição frequente, elevando custo e risco de falhas em componentes de apoio. Paulo Roberto Gomes Fernandes descreve que, em aplicações desse tipo, a Liderroll passou a empregar roletes fabricados com plásticos especiais, adequados para suportação de dutos em ambientes corrosivos, reduzindo o impacto do ataque químico sobre o componente.
A mudança de aço para material polimérico não é uma troca simples, pois exige compatibilização de carga, atrito, deformação e desempenho ao longo do tempo. Ainda assim, quando bem especificada, a solução tende a eliminar a corrosão naquele ponto, ampliar a vida útil do sistema de suporte e reduzir intervenções emergenciais. Paulo Roberto Gomes Fernandes pontua que a previsibilidade de custos melhora porque o intervalo de substituição fica mais espaçado, e o planejamento de manutenção deixa de ser guiado por urgência.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
