Segundo a Dra. Dayse Ketren Souza, a esclerose múltipla é uma condição neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. Embora não haja cura definitiva para a doença, tratamentos como a fisioterapia desempenham um papel crucial na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A prática de exercícios, sob orientação de profissionais, pode ajudar a manter a mobilidade, retardar a progressão dos sintomas e promover bem-estar físico e mental.
Como a fisioterapia contribui para a mobilidade dos pacientes com esclerose múltipla?
A fisioterapia visa melhorar a força muscular, a coordenação e o equilíbrio dos pacientes com esclerose múltipla. Os exercícios de alongamento e fortalecimento ajudam a reduzir a rigidez muscular e melhoram a postura, o que facilita os movimentos diários. Além disso, os fisioterapeutas adaptam os programas de exercícios às necessidades específicas de cada paciente, levando em consideração o grau de comprometimento e os sintomas atuais da doença.
Por meio da reabilitação motora, é possível minimizar as dificuldades motoras associadas à EM, como a fraqueza nas extremidades e a perda de coordenação. Exercícios simples, como caminhar, praticar alongamentos e realizar atividades de baixo impacto, podem proporcionar melhorias significativas na mobilidade, permitindo que os pacientes realizem tarefas cotidianas com mais facilidade e independência, conforme explica Dayse Ketren Souza.
Quais os benefícios dos exercícios na qualidade de vida dos pacientes com esclerose múltipla?
A prática regular de exercícios físicos tem efeitos positivos não apenas no aspecto físico, mas também no emocional. A fisioterapia ajuda a controlar sintomas como a fadiga, que é um dos mais comuns na esclerose múltipla. Exercícios aeróbicos, como a natação e o ciclismo, estimulam a circulação sanguínea e aumentam os níveis de energia, reduzindo a sensação de cansaço excessivo.

Além disso, Dayse Ketren Souza ainda frisa que os exercícios promovem a liberação de endorfinas, hormônios que contribuem para a redução do estresse e da ansiedade. Essa melhoria no estado emocional é fundamental para a saúde mental dos pacientes, já que a esclerose múltipla pode ser emocionalmente desafiadora. Portanto, a fisioterapia não só melhora a mobilidade, mas também proporciona um aumento no bem-estar geral.
Como adaptar os exercícios às necessidades específicas de cada paciente com esclerose múltipla?
A personalização do programa de exercícios é essencial para que a fisioterapia seja eficaz na esclerose múltipla. Cada paciente possui uma condição única, com sintomas e limitações específicas, o que exige uma abordagem individualizada. O fisioterapeuta realiza uma avaliação detalhada para identificar quais áreas necessitam de maior atenção, adaptando os exercícios para atender às capacidades e limitações do paciente, conforme detalha a Dra. Dayse Ketren Souza.
Exercícios de baixo impacto e progressivos são recomendados, de modo que os pacientes possam ir aumentando a intensidade de maneira gradual e segura. Além disso, a inclusão de exercícios de equilíbrio e coordenação também é fundamental para prevenir quedas, que são comuns entre pacientes com esclerose múltipla. Dessa forma, a fisioterapia torna-se uma ferramenta essencial para o gerenciamento da doença.
A importância da fisioterapia na gestão da esclerose múltipla
Em suma, a Dra. Dayse Ketren Souza destaca que a fisioterapia desempenha um papel crucial na gestão da esclerose múltipla, proporcionando melhorias significativas na mobilidade e na qualidade de vida dos pacientes. Com a prática de exercícios adaptados, é possível reduzir a progressão dos sintomas, melhorar o bem-estar físico e emocional, além de aumentar a independência nas atividades diárias. Por isso, a fisioterapia deve ser considerada uma parte fundamental do tratamento para pessoas com esclerose múltipla.
Autor: Klein Bauer
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital