Realidade aumentada no ensino: Como integrar tecnologia e aprendizado de forma inteligente

By Klein Bauer
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Realidade aumentada no ensino: descubra como integrar tecnologia e aprendizado de forma inteligente para elevar o engajamento dos estudantes — com a visão de Kelsem Ricardo Rios Lima.

A realidade aumentada no ensino deixou de ser uma curiosidade tecnológica para se tornar um recurso estratégico em escolas, cursos livres e universidades. Para Kelsem Ricardo Rios Lima, quando a RA é usada com intencionalidade pedagógica, ela aproxima teoria e prática, tornando conceitos abstratos mais concretos e facilitando a compreensão de conteúdos complexos. Em vez de competir com o professor, essa tecnologia amplia possibilidades de mediação e estimula a participação do estudante.

Ao mesmo tempo, integrar realidade aumentada no ensino exige planejamento, critérios e clareza de objetivos. Não basta “colocar um aplicativo na aula” ou exibir modelos tridimensionais sem conexão com o currículo. É necessário alinhar competências, métodos de avaliação e recursos disponíveis, garantindo acessibilidade e inclusão. Veja ainda mais sobre esse tópico agora:

Realidade aumentada no ensino: Fundamentos pedagógicos e papel do professor

Para que a realidade aumentada no ensino produza resultados consistentes, o ponto de partida é pedagógico, não tecnológico. De acordo com Kelsem Ricardo Rios Lima, o professor precisa definir o que o estudante deve saber fazer ao final da aula e, só então, escolher recursos de RA que ajudem a alcançar esse objetivo. Em disciplinas de ciências, por exemplo, modelos interativos de anatomia, moléculas ou sistemas solares podem complementar explicações teóricas, permitindo que o aluno manipule objetos virtuais.

Além disso, a RA se alinha bem a metodologias ativas, como aprendizagem baseada em problemas, estudos de caso e projetos. Ao vivenciar situações simuladas pelo dispositivo, o estudante assume papel protagonista, explora cenários, toma decisões e observa consequências em ambiente controlado. Nesse contexto, o professor atua como mediador, orientando perguntas, propondo desafios e incentivando reflexões críticas. 

Planejamento, infraestrutura e escolha de ferramentas

Ao discutir realidade aumentada no ensino, é indispensável considerar aspectos práticos de implementação. Conforme expõe Kelsem Ricardo Rios Lima, uma boa adoção começa com diagnóstico da infraestrutura: equipamentos disponíveis, conectividade, segurança de rede e suporte técnico mínimo. Tablets, smartphones e óculos de RA podem ser usados de forma compartilhada, desde que haja rota clara de uso, regras de cuidado com os dispositivos e orientações de privacidade e proteção de dados.

Veja como a realidade aumentada transforma o processo educativo ao unir inovação e prática pedagógica, uma abordagem destacada por Kelsem Ricardo Rios Lima.
Veja como a realidade aumentada transforma o processo educativo ao unir inovação e prática pedagógica, uma abordagem destacada por Kelsem Ricardo Rios Lima.

Outro ponto relevante é a seleção criteriosa de aplicativos, plataformas e conteúdos em RA. Em vez de escolher ferramentas apenas pelo apelo visual, a equipe pedagógica deve analisar se o recurso está alinhado aos objetivos de aprendizagem, ao nível de escolaridade e ao idioma dos estudantes. É aconselhável testar previamente os recursos, avaliar a usabilidade, o tempo necessário de familiarização e a possibilidade de uso offline. Com isso, a realidade aumentada no ensino se torna parte orgânica do plano de aula.

Avaliação de resultados, inclusão e engajamento contínuo

A adoção de realidade aumentada no ensino precisa vir acompanhada de critérios claros de avaliação. Assim como aponta Kelsem Ricardo Rios Lima, não se trata de medir apenas o entusiasmo momentâneo dos alunos, mas de verificar ganhos em compreensão, retenção de conteúdo e capacidade de aplicar o que aprenderam. Rubricas, portfólios digitais, registros de desempenho em atividades e autoavaliações podem ser combinados para captar evidências de aprendizagem. 

Além disso, é fundamental garantir que o uso da RA seja inclusivo e acessível. Recursos com legendas, áudio descrição, controles intuitivos e compatibilidade com diferentes dispositivos reduzem barreiras de acesso. Atividades em duplas ou grupos favorecem a cooperação entre estudantes com níveis distintos de familiaridade tecnológica. A realidade aumentada no ensino fortalece o sentimento de pertencimento, desperta curiosidade e cria experiências compartilhadas que conectam conteúdo, emoções e repertório cultural.

Realidade aumentada no ensino como aliada da aprendizagem significativa

Em conclusão, a consolidação da realidade aumentada no ensino depende menos de modismos e mais da capacidade de integrar tecnologia, currículo e prática pedagógica. Como destaca Kelsem Ricardo Rios Lima, o foco deve permanecer na aprendizagem e no desenvolvimento integral do estudante, e não apenas na novidade tecnológica. Integrar realidade aumentada no ensino implica planejar com responsabilidade, ouvir professores e estudantes, testar soluções em pequena escala e expandir o que gera valor comprovado. 

Autor: Klein Bauer

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